quarta-feira, 30 de março de 2011
No outro tambem...
sábado, 12 de março de 2011
O outro...
Tu não querias roubar obras. Nem sonhos. Agora ficas preso ao pensamento, burros são aqueles que confiam suas almas. Que confiam os seus medos. Burros daqueles que não são ignorantes. Agora sem nunca mais ver aquele rosto. Só dentro de ti. Como uma tentativa desesperada de não perder a alma dela. A alma não. Pensavas. Tu não querias roubar obras só porque achas que está certo. Não te querias entregar ao censo comum. E no entanto descias a estrada em direcção á enorme London Bridge. Querias ver o Thames uma vez mais. Tão iluminada que é. Que monte de monumento. Que almas morreram para dar sentido a tudo aquilo. Que almas lutaram para ficar na história da ambição. Sem medos. Só ambição de não ter medo. Nem tédios. Agora aquele monte de arquitectura e história só importam aos clic's e tudo mais que não passe de imagem. E ali estava o rio. Rio. Thames. A tua alma parou. Parou e só sentias as tuas emoções. O teu estado de ódio. Ódio por tudo que mexe sem sentido. Aquela ondulação artificial. Viras o teu rosto com brusquidão para as tuas mãos. Elas tremiam. A mão direita latejava de dor. Que dor física mais desproporcional ao momento. As mãos tremiam e a tua pulsação fazia com que sentisses cada ponto do teu corpo. Que tremor inquietante. A mão direita latejava. Inspiravas e depois expiravas. Com força. A mão direita carregada de dor. Cerraste o punho e bateste no peito. Respiravas. Tremias. Sentias. Aquele momento ficar-te-ia para sempre cravado naquela dor. Nos tremores que nunca mais te abandonaram. Uma alma destruída destruiu-te o corpo. Mesmo que haja o Luar. Mesmo que o rosto continue fino e delicado em ti. E os seus olhos se abram para ti. Em tua alma pobre. Imaginaste-a uma vez mais. Numa paisagem japonesa. A fitar-te com curiosidade. Parada. Tudo o que é efémero. Os que ficam na história são efémeros. Ela ficou na sua mente. Com os cabelos a ondularem tão graciosamente... Que ele respirava. E depois imaginou-a morta. Inchada de tanto corpo morto e matéria sem vida. A explodir de fluidos humanos. Um corpo morto. Sem alma nem obra. Obra roubada é obra desejada, é obra que não se consegue criar, é roubada. E alguém havia decidido simplesmente acabar com então toda criação deles… Ele e ela. Ela e ele que fosse. Dois mundos que se movimentavam para a destruição. Como qualquer outro mundo. Que morre sem história ou obra! "
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Um dia e depois o outro!
Sentou-se na praça, num banco torto a fumar um cigarro sem pensar em nada. Observando os vagarosos trabalhadores do estado. Havia lá um com aparência de Vin Diesel que tinha imenso cuidado com árvores, nem tão pouco as tocava com a escada, único defeito era mesmo fumar um cigarro cada vez que cortasse mais que cinco galhos seguidos, e ficava ali, contemplando a sua obra de arte como se aquilo fosse o trabalho mais fascinante do mundo! Mas tudo estava ali equilibrado. As pessoas que vagueavam na praça eram velhos ou incapacitados, ou aquela malta que pouco ou nada faz na vida. Tudo estava equilibrado. Era possível ouvir o mesmo tom em todas as vozes. A mesma claridade em cada alma. Não havia pressa. Nem demasiados sorrisos, nem dramas. Equilíbrio de uma obra que tem sido construída há séculos... A sociedade. Uma harmoniosa sociedade. Ela levantou-se e atirou o cigarro contra o chão. Tirou o carro do lugar proibido e sorriu por enganar uma vez mais o sistema, olhou pelo retrovisor enquanto a praça se extinguia muito lentamente... Tudo está feito e tudo é o que é! E tudo continuará a ser o que é e o que foi... Nascendo numa sociedade concebida há centenas de anos, será que ainda existem pessoas que acreditam numa mudança?! Até podem acreditar.... Como se dois mais dois fosse de facto igual a cinco!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
E assim foi. O wisky sempre acaricia a garganta e o Rui não foi falar de telefones ou se o homem os respondia! Nem tão pouco veio falar dos seus...! O homem eu fitou-o sempre com aquela expressão desnuda de medo. Rui nao se cansava de repetir que o quadro lhe lembrava uma lap dance que foram ver, e que wisky sem pistacho não é a mesma coisa. Quando ele foi embora a sua sala estava mais quente. Pegou no caderno acastanhado e seguiu viagem até ao castanheiro. Sem noção de horas ou temperaturas, sai pelas traseiras. Os seus menbros depressa entraram em tremores estranhos e descompassados. Estava frio por certo, e as estrelas mais distantes contavam histórias. Histórias sobre aqueles mundos que existem e que ignoramos a sua total possibilidade de existência! O preto ternurento daquele céu torna a vida mais harmoniosa. Cheio de buracos negros carregados de descoberta! E as estrelas cadentes que sempre se concretizam...
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Conto das pessoas...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Será que tens medo de ganhar ou de perder?!
Será que tens medo de foder ou de amar?!
Será que tens medo de te vingar ou de menosprezar!?
Será que tens medo de abandonar ou de te acovardar?!
Será que tens medo da luta ou do esforço?!
Será que tens medo de ter amigos ou de ter um amigo!?
Será que tens medo de trair ou de te libertar?!
Será que tens medo de ouvir ou de falar?!
(...)
Muitas perguntas me fizes-te ontem. Não tinha como te responder. Não sabia a resposta. Para nenhuma. O inconsciente toma partido da alma. E as respostas não surgem. Só as acções. Só os momentos. E voltavas a fazer essas perguntas doidas. Era como se me perguntasses porque sou Portista. Porque prefiro uma ouvir indie do que pop. Não te sei responder. Só sei que é assim. A resposta talvez esteja desde sempre no medo. No nosso medo. Da nossa vergonha. Da nossa culpa. Da sinceridade que nos engole, como se fosse mais facil mentir. Manipular e enganar. A verdade é inconsciente. É a alma. E ser-se português é ter-se orgulho. Orgulho só por sê-lo! E onde está esse orgulho quando temos medo... e erramos?!
(...)
Permutação. Monstruosidades inerentes em teu ser. Quão dificeis poderão ser as tuas respostas para que as mantenhas sempre ocultas. Quem teme a verdade teme a vida. Quem teme a vida, segue a vida normalmente. Sem pensar. Sem se estragar. Sem conhecer. Sem lutar. Sem inovar. Sem merecer. Sem perder nem ganhar.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Tá calado!
Não me venhas com confusões!
Eu sei o que vi!
Ah não viste não!
Há coisas que não se veêm! Procura bem!
Oh, eu não vi...
Tu nunca queres ver!
Ler e escutar!
Sentir, abandonar!
Escuta...
O som do piano vem de lá de dentro...
Uma sala de jantar clássica.
Copos gigantescos e mesa arredondada!
Grandes velas e guardanapos assombravam a mesa.
Grotescos candeeiros pendiam do tecto.
O que vês?! Vês cortesia e um livro de regras,
as quais, alguem roubou! E enterrou!!
Vês o gotico amedrontado pelo clássico.
Vês o alternativo aterrorizado por eles...
Eles! Eles que roubam...! Pilham! Mentem!
Manipuladores do senso comum.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Follow the Map
Nunca me preocupei em andar perdida... Gosto de me perder e percorrer aqueles caminhos que pensava que nunca existiriam! As respostas ninguem as quer ver. Fazem me perguntas às quais não querem saber a resposta. Percorro estes caminhos com os meus olhos e os meus pés. Sinto os pés cada vez mais frios e solitários. Vejo imagens que não vou partilhar com ninguem. Sinto a temperatura a percorrer-me as veias de um tempo que ninguém o sente. Oiço os murmúrios dos mortos que só confiam em mim. Sinto o tempo perdido. As horas já não contam mais os minutos porque nós destruimos tudo. Tornamos tudo tão insignificante pós morte. Daí a nossa raça destruidora. A natureza não se suicida. Regenera-se e reproduze-se. Nós suicidamo nos lentamente... Todos os dias... E defendemos valores que nunca existiram, e contamos histórias para enganar a verdade... E mais histórias... E inventamos contos... Mitos... Fantasiamos a eternidade pois ela nunca será nossa... Nem a culpa!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
ROTINA
terça-feira, 16 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Hoje é sexta feira e decidi que este blog, não irá ser eliminado como todos os outros!
Som de Hoje:
M.I.A
Boy 8 Bit
E vai mudar de nome! :') Bye Bye CHE!!!!!
o Call of Duty Warfare 2. Terminei a carreira em modo hard! Só me resta o ultimo nivel de dificuldade! É pena, comecei logo no hard! Gosto de guerra não foi nada dificil, foram precisos 8 dias :)
DEUSES MEUS!
PROCURAI-ME
E ENCONTRAI-ME!
POIS JÁ VOS ENCONTREI E LHES ACERTEI!
TIRO NA CABEÇA. NEM NOTARAM!
OLHOS ESBUGALHADOS CHEIOS DE EGOCENTRISMO!
CABEÇAS DESMIOLADAS QUE PAIRAM NAS NUVENS!
CERQUEI VOS! HUMILHEI VOS! ATRAIÇOEI VOS
quinta-feira, 25 de março de 2010
as ondas da imaginação
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Desci um pouco nas bancadas durante o intervalo de porto - arsenal...
e enquanto fazia o meu cigarro.... eu pensava.... é lindo um evento social!!! aquelas 50 000 pessoas todas no mesmo lugar e de certa forma com o mesmo objectivo! No entanto, eu conseguia perceber melhor a atitude daquela plateia, daquele pequeno mundo... Conseguia perceber ainda melhor cada riso ou desagrado... ouvia-se os ah ah ah's em unissono.... Os ohhhhhhh's até arrepiavam... os ahhhhhhhhhhh's..... mas, um só coração. uma só alma. um só momento. e eu não consigo perceber. Nao te percebo. Eu conseguia perceber os desejos de quase cinquenta mil pessoas.... mas a de uma só.... eu não consigo!